This is an example of a HTML caption with a link.

Contos

O Maníaco do Martelo II - Ryan Honório

Dias após matar a própria mãe a mando do ser que apoderava seu frágil corpo, Mark descansava ao relento noturno na entrada de um galpão quando um grupo de skinheads neonazistas passava pelo local. As garrafas,long neck, de cerveja numa das mãos e os cigarros na outra acometiam os rapazes a fazer uma loucura e isso não tardou a acontecer. Um dos indivíduos tomou o resto da bebida e arremessou a garrafa contra o corpo do garoto encoberto por um fino lençol de lã. Os rapazes ligeiramente saíram do local, mas não perceberam que o garoto já os observava a tempos desde que cruzaram a esquina.
Assim que os rapazes deixaram de olhar para trás o garoto levantou-se. Apanhou seu martelo e passou a seguir lentamente os skinheads. Algumas quadras á frente os rapazes separaram-se. Calmamente o garoto seguia o homem de roupas negras que jogou a garrafa nele, o rapaz tragueava o cigarro lentamente quando foi surpreendido por uma pedra a sua frente. O corpo cambaleante ruiu ao chão talvez pela última vez.
Mark desta vez não esperou a ordem. Segurou firmemente o martelo e apressou os passos. Quando o skinhead tentava levantar-se o martelo atingiu a parte posterior de sua cabeça. O rapaz apagou e bateu fortemente a cabeça ao chão durante a queda. Mark não satisfeito resolveu bater com a outra parte de martelo. Quando golpeou novamente o martelo penetrou no crânio, a massa encefálica veio junto com ele.
Novamente o sorriso diabólico surgiu em sua face.


Estava Lá? - Hannah Spinola

Gil era um garoto incrédulo no sobrenatural. Mas isso mudou depois daquela noite de verão.
Um dia ele acordou durante a madrugada com um barulho que parecia vir da cozinha. Ele foi até o quarto ao lado acordar Jessica e Matt, seus primos que estavam passando as férias em sua casa.
Acordou Matt, mas Jéssica não estava lá. “Talvez ela tenha provocado o barulho” pensou.
Os dois desceram as escadas e viram um vulto sentado no chão de frente a lareira. “Jessy?” Matt chamou.
Foi então que o mais estranho aconteceu; o vulto se dissolveu na escuridão, como fumaça, desaparecendo. Como se estivesse entrando nas chamas.
Os dois se entreolharam assustados, e viram que a lareira não estava mais acesa. Eles foram até a cozinha, e perceberam-na intacta, nada fora o lugar, nenhum copo quebrado no chão, nada que possa ter causado o barulho. Porem a porta que levava ao jardim dos fundos, estava aberta, e sentiram um vento frio vindo de lá. Gil se arrepiou lembrando-se do filme de terror que eles haviam assistido na noite anterior.
Foram até o jardim. Gil encontrou apenas a manta de Jessica caída sobre o gramado, que como toda criança de 8 anos, Jessica não largava daquele pedaço de pano velho.
Jessica havia desaparecido. E os pais as crianças disseram que tudo o que eles haviam presenciado naquela noite, não passava de uma “imaginação fértil”, já que a lareira estava fria sem nenhum sinal de que fora acesa.
Mas se Gil e Matt tem alguma certeza, é a de que tudo aquilo havia acontecido sim!
E que nunca veriam Jessica novamente.



O Maníaco do Martelo - Ryan Honório

Mark começou a matar ainda criança. A primeira vítima de sua psicose foi o cachorro da família. Era tarde, a mãe deixou o garoto em casa e foi comprar o pão para o jantar. Sozinho em casa em frente à tv o garotinho, de nove anos, brincava com um boneco quando subitamente decidiu por mais realidade a brincadeira. Ele dirigiu-se a cozinha, pegou uma das facas de sua mãe e retornou a sala. Estalando os dedos e com um sorriso maléfico estampado no rosto chamava o cachorro, que alegre logo veio receber carinho de seu dono. Ele deslizou a mão na cabeça do cão algumas vezes e levou-a aos olhos do companheiro, num movimento rápido o garoto magro usou toda sua força para ensartar a faca. O barulho da lamina transpassando o crânio do animal o fez sorrir mais uma vez, insatisfeito retirou a faca e encravou-a novamente dessa vez entre os olhos do animal desfalecido. O barulho do portão fez o garoto despertar de seu transe nefasto.

A mãe girou a maçaneta da porta e logo viu o cãozinho debruçado ao chão com a faca encravada entre seus olhos, a mulher ajoelhada ao lado do animal gritou a procura do filho. O garoto escondido atrás da porta pensava como iria explicar aquilo. Mas em sua cabeça o ser diabólico que o comandava, o fez olhar mais uma vez para o lado, onde as ferramentas do seu pai estavam dependuradas por pregos na parede. Ele ficou na ponta dos pés e pegou o martelo. – Mark. – Gritou mais uma vez a mãe.    O garoto agora parado atrás dela, sussurrou: - Sim, mamãe – e logo em seguida há golpeou com o martelo na cabeça. Uma, duas, três, quatro, cinco, seis vezes até o crânio da mulher que lhe trouxe a esse mundo ficar reduzido a migalhas. A massa encefálica misturada ao sangue espalhou-se por toda a sala. O corpo inerte da mulher estava irreconhecível.

– Fuja! – Bradou o ser maléfico na cabeça do garoto. Ele prontamente dirigiu-se até a cozinha pegou uma sacola e embrulhou a arma do crime, a arma nefasta. Á passos curtos logo o garoto deixou a casa, a rua em que morava, o bairro. Passou a morar pelas ruas, sempre com o seu martelo maldito debaixo do braço, aguardando a próxima ordem, aguardando quem sabe sua próxima loucura, aguardando quem sabe sua próxima vítima.




Evento Sobrenatural - Manoel Rosas

Sou o segundo irmão mais velho de uma família de oito irmãos, pois bem, a história que vou lhes contar, aconteceu quando eu ainda era criança, penso que estava entre oito e nove anos de idade a época (atualmente estou com 39 anos), na ocasião, morava em um bairro periférico de Manaus chamado de Redenção, junto a nossa casa, morava uma família muito grande (irmãos, primos, sobrinhos, tios, netos, parentes e aderentes) todos juntos em terrenos colados uns aos outros, alguns dos membros desta família eram pessoas viciadas em bebida alcoólica, e quando eles tiravam um “dia para beber”, era quase certo que a bebedeira iria terminar em pancadaria entre eles mesmos.

Em uma destas brigas familiares corriqueira, era um dia de domingo e após um dia inteiro de bebedeira, começaram a brigar entre si por volta das cinco horas da tarde, já era noite e a confusão ainda não havia terminado, nesta noite, meus pais foram à igreja e eu fiquei tomando de cont a da casa e de meus irmãos mais novos, a casa de meu pai, na época, era de madeira, inclusive o assoalho que era montado encima de barrotes, a arquitetura da casa possuía quatro cômodos, uma sala, um longo corredor que percorria a extensão da casa e acabava na cozinha que era a parte dos fundos da casa e que fazia frente com os nossos queridos vizinhos problemáticos.

Para quem já morou em casa de madeira, com chão de assoalho, sabe que até o fato de andar normalmente dentro de casa, provoca ruídos e é impossível não ser percebido sua aproximação em razão do barulho.

A casa estava toda trancada e eu e meus irmãos estávamos reunidos na sala, formando um círculo e conversando alegremente, apesar da confusão está rolando solto no quintal ao lado, (escutávamos os gritos dos envolvidos na briga de dentro de casa).
De repente, alguém deu uma “pesada” tão forte na porta da cozinha (que era o fundo da casa e nós estávamos na parte da frente da casa, na sala) que a porta arrombou e bateu com muita violência na parede, o barulho foi tão alto que todos nós, a um só coro, gritamos aterrorizados, então passamos a escutar os passos de alguém correndo pelo corredor da casa em direção a sala, onde nós estávamos. Como que automaticamente nos viramos ao mesmo tempo em direção ao corredor para ver quem iria aparecer, só que ninguém apareceu, então um começou a empurrar o outro para que fosse ver o que havia acontecido, como ninguém se habilitava, o jeito foi eu mesmo ir ver o que tinha acontecido, e para nossa surpresa, a porta da cozinha estava devidamente fechada e não havia ninguém dentro de casa, além de nós. O fato simplesmente não havia acontecido, pelo menos não fisicamente.

A Última Noite - Olavo Nogueira

Ele estava parado ali naquela rua escura, naquela noite fria. Ele não era nada alem do que a sociedade havia feito dele. A Historia dele com certeza foi diferente da sua, você pelo menos sabe ler, pelo menos isso a vida te deu, o que a vida dele deu era tão pouco que ele tinha que sobreviver fazendo algo que não gostava:assaltar. Se você tivesse vivido a mesma Historia que ele você também veria o mundo como um lugar frio e sombrio.
No entanto esse texto não é sobre a tragédia que foi a vida dele, ou os fatores que o transformaram em um homem frio e agressivo. Se trata apenas daquela fria noite, a ultima da vida dele.
Ele viu aquele estranho homem andando sozinho, àquela hora da noite, ostentando roupas finas e caras naquele lugar perigoso.
Ele abordou aquele estranho homem, que o encarou sem medo e com um olhar frio, mas frio que o próprio mundo que aquele assaltante odiava.
Apesar do medo o assaltante mostrou o brilho de sua navalha. E então viu o brilho no sorrio daquele homem.O sorriso era perturbador, mostrava uma maldade insana, e nele se destacava dois caninos extremamente afiados.
Antes que o pobre mortal pudesse reagir aqueles caninos rasgaram a carne de seu pescoço, a navalha caiu de sua mão, e enquanto sentia, impotente, a sua vida se esvair ele fitou os olhos de seu agressor, que eram mais frios e escuros que a noite.
Naquela noite ele fez sua ultima descoberta: o mundo era ainda mais sombrio do que ele sempre imaginara.