A temática homossexual já se tornou comum nas séries americanas. Mas nem todos aceitam isso com a naturalidade que o assunto exige. A série “Pretty Little Liars”, exibida no canal ABC Family, perdeu alguns anunciantes.
A personagem Emily Fields (Shay Mitchell) revelou recentemente ser lésbica, o que incomodou a Florida Family Association – mais um desses grupos conservadores que pentelham tudo quanto é produção cultural. Em revolta, o grupo começou uma campanha de boicote às marcas que patrocinam a série. A associação alega que a saída do armário pode influenciar a sexualidade de adolescentes que estão em formação, enviando mensagens que legitimam a homossexualidade.
Marcas com a General Mill – empresa de alimentos – e Remax Realty – corretora de imóveis – cancelarem seus apoios. A direção da General Mill disse: “investigamos a questão e conferimos que nossos anúncios foram exibidos durante os intervalos da série. Nós já informamos ao canal ABC Family e às nossas agências que Pretty Little Liars não é um programa no qual iremos anunciar. Obrigado por nos chamar a atenção a esta questão”. Alguns dias depois, em outro pronunciamento, a empresa afirmou que o cancelamento não foi causado pela orientação sexual das personagens da série. Mas não deu nenhuma outra justificativa.
“Pretty Little Liars”, baseada na obra literária de mesmo nome, está em sua segunda temporada e faz grande sucesso entre o público feminino com idade de 12 a 18 anos. A série apresenta picos de audiência de 2,9 milhões de telespectadores, número que se aproxima da tv aberta norte-americana.







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